3.6.12

Dobro


Chove lá fora e os cães ladram lá ao fundo. O relógio brilha a cavalgar as horas da madrugada. Eu moro sozinha neste lado da cama e a almofada do outro, a substituir o teu corpo. A chuva abrandou e de forma irregular batem gotas contra a minha janela. O som estremesse o silêncio do quarto e todo o medo da minha alma. Não há nada pior que chegar à noite e não ler um reconforto teu. Não há nada pior que não ser amado ao anoitecer. Já passou da 01:34 da manhã. Já são o dobro. Deixa me adormecer no teu ombro, ou melhor na almofada que personifica o teu corpo. É só mais hoje. 

3 comentários:

  1. é sempre bom vir aqui ler-te .

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  2. adorei este texto!!!
    adoro o teu blog!
    visita o meu, acho que te vais identificar, beijinhos*
    franciscagama.blogspot.com

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  3. Leio o teu blog à mais de um ano... e adoro!

    Beijinho*

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