21.3.12

Calão

Cruzamos olhares enredos num erro que só a nós parece compilar. Há mais dentro de ti que só meu eu quer conhecer, egoístamente. Veemente desejo ser única no teu peito e o paraíso nos teus lábios. 
Sobrevivemos no nosso inferno sóbrio que o dia conhece e a noite amarga. Não precisamos de conversas casuais, nós sugamo-nos pelo olhar. O tutano da nossa vida é metafórico e assimétrico. Como nós. 
Perdi o chão e arracaram-me o coração com a saudade. Estou nas nuvens. Em calão, chama-se amor.

10.3.12

Incumbido

Sou um ser humano comum. Precisava de o contar a alguém, só para saber como soava. Como é que eu própria reagia a mim mesma. Sim, tenho receio ou pavor, como muitos lhe chamam. Sei quais as consequência, melhor, conheço a principal demasiado bem. Perder-te ou deixar de te amar por um arrepio gélido como a morte. O que nos espera depois de um beijo tímido debaixo dos nossos olhos incumbidos? 

9.3.12

Juízo

Não houve palavras premeditadas, nem impulsos que não fossem atos reflexos. O desejo e o furor de te sentir quente na minha pele so pela definição se arde em mim. Ja dentro do peito. Ja dentro do peito, mora o medo. Num entretanto perguntas me o que penso. E eu arremato entre o meu juízo porque é que não perguntas o que sinto? Seria uma resposta tao mais certa. 

3.3.12

Vínculo



É notório, surpreendeste me logo quando disseste que adoras John Mayer. Não é para muitos. E subtileza no olhar com a descomplexada escolha de palavras, estimulou mais. Como já não acontecia há muito. A ideia que não é preciso conhecer muito para se apaixonar, mas conhecer o melhor acerca da pessoa, foi a minha redenção por ti. A racionalidade foi ignorada naquele engano de alma. Não havia respiração que seguisse a linha do batimento. Já não era segredo. Apaixonei-me.