30.9.11

A cidade

A cidade está deserta e alguém escreveu o teu nome em toda a parte. Nas casas, nos carros, nas pontes, nas ruas e em todo o lado essa palavra repetida ao expoente da loucura. Hora amarga, hora doce, para nos lembrar que o amor é uma doença quando nele julgamos ver a nossa cura- Ornatos Violeta

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28.9.11

Define-me

-Define o que é o amor, sem ser num beijo, num toque ou num olhar. Define-me o que é o amor sem grandes rodeios apenas numa ciência exacta. Define-me o que é o amor de um modo simples como para uma criança. Define-me o que é o amor sem que dois corpos tenham que se unir numa paixão ardente. Define-me o que é o amor sem exemplos contraditórios. Define-me o que é o amor sem comparações nem metáforas sublimes.
-(silêncio)

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24.9.11

Hoje e amanhã

Sofre-se hoje e pensa-se em ser feliz amanã. Custa mais hoje mas amanhã já custará menos. Hoje esquece-se por momentos e amanhã já serão memórias. Hoje sente-se a falta de um beijo e amanhã já será outro alguém a saborear-te aos beijos. Prepara-te hoje e amanhã pratica. Hoje sê livre e amanhã voa. 

22.9.11

Nós somos

Nós somos a sobrevivencia clássica. Nós somos o sítio que nos faz falta. Nós pensamos demais e sentimos menos. Nós somos de dia a adrenalina da noite. Nós bebemos a triplicar e vemos a dobrar mas continuamos solteiros. Nós somos dançarinos no palco do nosso quarto e cantores de duche. Nós somos felizes na nossa infelicidade. Nós somos frases sem predicado. Eu sou uma vontade que ainda não conheces.

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19.9.11

Toys


Já brincamos aos amantes e apaixonados e eu não partilho o meu sentimento com nenhuma outra. Vai e por favor não voltes. Os anos já custam a suportar os dias e as noites já foram melhor dormidas.

18.9.11

Contar-me-ás

Um dia contar-me-ás como é que se mente com tanta convição, como conquistaste o meu coração só com o teu olhar visto pelo outro lado da rua. Qual o vento que sopra perto da tua casa e qual o sabor dos beijos daquele lugar. Um dia contar-me-ás quem somos ou o que não somos hoje.

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Quem serás?

Guarda sempre a pessoa que amaste incondicionalmente, irracionalmente, inconscientemente no teu coração porque um dia vai dar jeito esse amor para amares tão loucamente outra. Na verdade quando amamos damos sempre tudo de nós e há que recuperar essa nossa identidade de amante. Caso contrário, quem serás tu sem esse teu lado mais romantico? Quem serás tu sem sedução nos olhos e amor na alma? Quem serás tu sem o homem que amas no coração?

16.9.11

Simpática?

Segue em frente, muda de estrada, de vida ou o melhor mesmo era de coração. Portanto como nada disso é comodo agora porque antes da vontade já aterrou o cansaço, vou ficar aqui, exatamente aqui onde estou, parada. Estar parado também é uma ação. Já me sentei e fico aqui e ao meu lado já se encostou a solidão. Simpática não é?

Não é fácil


Não foi fácil e não está a ser fácil. É mais um tormento que colecciono aos pesadelos da noite que se vivem durante o dia. Odeio a perspectiva consciente com que estes pesadelos me abordam, assim do estranho modo como a luz entra pelo estore do quarto. Já cheguei a tapar as com as mãos os raios de sol, mas continuo a sentir-o lá, a aquecer a minha manhã. Porque mais que feche os olhos ao pesadelo do dia, não vai haver um amor tão capaz e tão maior. Não está a ser fácil e para mim será melhor assim, porque gosto do sol da manhã. Faz-me lembrar de ti.

13.9.11

Remoto


O sentido remoto das coisas não é acordar sempre à mesma hora e ver todas as noites as series favoritas, é continuar a amar o mesmo homem remotamente. Ver que todas as noites é a manta que nos envolve e não são os braços robustos dele a segurar-nos a alma. Ser a almofada a abafar os gritos de medo e não ser o peito dele a fazer sentir-nos seguras mesmo apenas com um filme de terror. É deitar todas as noites e a cama, remotamente, estar fria no outro lado simétrico. 

12.9.11

setembro

Setembro rima com monotonia. Mesmo quotidiano de tantos outros anos, mesma curiosidade por aquilo que estará para vir. Por favor setembro, resume-te a um quotidiano extraordinário onde não tem nada de comun. Por favor setembro, faz de mim uma amante na estação de outono. Preto e branco meu coração.

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10.9.11

Arte

Foi uma arte. Começou num traço e acabou numa riscanhada assimétrica. Surgiu num dia e ainda está para morrer. Amar é politicamente incorreto. Porquê? Porque fugimos às leis da nossa racionalidade e levamos o coração à corrupção humana. Tão leve e sombrio pode ser cada beijo na minha mão, que por segundos inquietantes deseja ser a tua boca e nesse regalo leva-me à maléfica ilusão. O amor é uma rosa que pode murchar na tua mão, que pode perder o seu aroma debaixo do teu nariz e que depende só de ti. E tu és arte assimétrica onde não dás lugar à perfeição humana, inexistente.

Facebook, obrigada

Para aqueles, e não só, que queiram imagens, na pagina do meu blog no Facebook tenho albuns com algumas escolhas de imagens feitas por mim. Actualizem-se e gostem da minha página! 
Um enorme obrigada para as mais 37 mil visitas, para os mais 15 mil comentarios, para os mais 500 seguidores

9.9.11

Ou

Há coisas que não sabemos se nos matam ou nos fazem mais fortes

8.9.11

Místico


Quantas mais vezes digo para por os pés no chão mais vezes o chão se levita. A racionalidade dos meus queridos dias perdem-se na causalidade dos pensamentos que me assobram. Da forma mais poética que o amor pode ser é da forma inversa que tu ainda mexes comigo. Pequeno prazer que acontece todos os dias. Ou de nada doce traz. Porque com as recordações vêm as saudades, com as saudades vêm a dor e com esta a solidão. E estou aqui, no meio de uma multidão que nunca vi, com a solidão que nunca quis.