25.6.11

Fatigado


Já me esqueci do número de degraus da tua casa, do cheiro que vinha da tua cozinha e a disposição em que estava o teu quarto. Hoje dizes-me que os móveis mudaram-se de sítio por cortesia. Á noite focada na imaginação descubro o modo como guardas o quarto. Relembro-me como te afagas nos lençóis e como pousas a cabeça na almofada. Depois com discrição roubo-te os lençóis e resgato um pedaço da cama que ainda está vazia, porque penso que esse lugar ainda está reservado ao meu corpo. Mais próximo e cada vez mais próximo junto-me ao cheiro do teu corpo. Levanto o indicador e desde a testa passado pelo nariz e chegando a boca delineio todas as tuas linhas. Agora pensando bem nada está esquecido, está promenorizado, arduamente fatigado.

14 comentários:

  1. Que lindo Marie, que lindo

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  2. Identifiquei.me em partes e pus-me a pensar se por vezes nao seria melhor esquecer. mas a verdade é que gosto de pormenores!

    Bonito texto*

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  3. que máximo! acabei de vir parar ao teu blog e são exactamente uma e trinta e quatro da manhã ahah :)

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  4. É tão bom vivê-lo, é tão bom acreditarmos que aquele lugar ainda nos pertence..
    Muito bom parebéns

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  5. há partes do teu texto que me integro nelas na perfeição :x
    sigo-te querida. (;

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  6. " Levanto o indicador e desde a testa passado pelo nariz e chegando a boca delineio todas as tuas linhas. Agora pensando bem nada está esquecido, está promenorizado, arduamente fatigado. "

    Gostei muito (:
    Vou Seguir!

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  7. está mesmo lindo O: estou a seguir

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  8. identificar-me mais, era impossível! adoreeei :) beijinhos

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