18.2.11

Desde sempre

"Ás vezes tem-se a noção de que os nossos grandes momentos estão a acontecer, e outras vezes, eles emergem do passado. Talvez seja a mesma coisa com as pessoas" James Salter
-Há quanto tempo te conheço?
-Há alguns anos creio.
-Parece que te conheço desde sempre...
-Porquê?
-Todos os dias me lembro de ti.
-Más memórias?
-É pena não ser quotidiano.
-Está calado idiota.
-Idiota eu que te ama, desde sempre.

12.2.11

Falhar

Vou-me deixar de grandes tretas e sentimentos fofinhos. Vou optar pelo arrojado e subordinado. Vou falhar a direito e a perfeito, falhar a bem e falhar outra vez. Porque ao final das contas é nos erros que esboço um sorriso e  no amor que desvaneio em lágrimas. As questões e a utilidade esperada que fiquem para o subconsciente agora é falhar no consciente ao longo dessa rua.

Amor

Gosto, adoro, amo e venero esta foto. Não me canso de olhar para eles, o estilo e a simplicidade do gesto que os une.
O amor não foi feito por nós mas para nós. Confunde-nos e prende-nos. E claro, engana-nos vezes sem conta até percebemos que não serve para nós. Porque sim, há amores que não são nossos e temos de os largar, deixar ir por todas as controvérsias que tenha e que nos cause. 

6.2.11

Jogo


-Eu não tenho medo dela, só não estou disposta a fazer isso apenas para podermos dizer que o fizemos. E não o vou fazer se a primeira coisa que dizes a seguir é "não contes a ninguém". Se te vês obrigado a manter segredo em relação a qualquer coisa, nem a deves fazer.
-Mas nas primeiras vezes não te importavas.
-Sim, aceitei as tuas regras joguei o teu jogo mas isto agora não é o mesmo.
-Como assim?
-Eu já não ando a jogar, inconscientemente entrei em guerra comigo mesma.
-Porquê?
-É fingir para mim mesma que isto são comportamentos do quotidiano e não uma clara contravenção das regras.
-De que estás a falar?
-Estar contigo já não é apenas estar, é amar. É game over.
-Deixa de tretas, tens sempre a mania de complicar. Esquece isso, esquece ela e fá-lo comigo.
-Esquecer é o que faço em cada gesto que te beijo, mas mesmo assim continuas a amar a ela. E não vale a pena louvar breves enganos.

4.2.11

Ocasiões

Vamos designar de ocasiões, ocasiões essas onde os nossos corpos dilatam numa paixão física e íntima mas entretanto nada mais se diz que sente. Engana-se gesticulando na inconsciência, beijando apaixonada secretamente e claro, amando no erro. Tudo isto numa máxima de divertimento puro, entretenimento genuíno escondendo aí nessa fórmula o lado transcendente dessas ocasiões.

1.2.11

Verdadeira

Agarraste-me no olhar, disseste me "isto é que é um beijo verdadeiro" e assim humedeceste os meus lábios com os teus por vários segundos. Voltei a dizer-te que não era tua apenas para não te cair nos braços, lutando versus a gravidade. Nesta corda bamba e com gesto teu irresistível um dia vou descambar sem olhar a consequências. Nisto sempre perguntando, porque não? E nisso serei igualmente verdadeira.