15.8.10

Fuck pride


És orgulhosa e isso não é novidade para ninguém. Mas é fudido ainda mais quando já espero isso. Quer dizer é fudido de todas as formas. Dá para ver que já perdeste no teu psíquico aquela que se dizia por eterna amizade. E que (dolorosamente para mim) o teu orgulho não te vai deixar lutar por ela. Só que para contradizer com toda a merda que tem havido entre nós, gosto muito de ti moça e é pena que isto tenha tomado estas proporções. Por isso qualquer coisa, estou no sítio do costume.

13.8.10

Run away


Quero ser senhora do meu nariz e fugir do olhar protector dos meus progenitores. Pegar em tudo o que tenho e fugir. Raptar-te e levar-te comigo de mão dada com o meu ser. Viajar pelos mundos que este mundo abrange. Sentir o perigo e a adrenalina das aventuras que nos espera a sair pelos poros. Conhecer o céu estrelado sobre o teu peito noutras coordenadas que não nestas cujo moro. Sair desta monotonia de vida e desaparecer contigo. Run away with me my love.

Sayed



Arrependo-me de tudo e não me arrependo de nada. Há coisas que não se deveriam de dizer. E a revolta pronunciou-se então num tom exagerado. Cuja essa que remoeu no interior até não puder mais e depois se explodiu para o exterior. Lá no fundo não gosto das tuas indirectas nem das tuas ironias. E é certo que não foi a melhor maneira nem lugar para te dizer tudo aquilo. Lamento, mas precisavas de te aperceber que há coisas que magoam por muito que sejam ditas na maior das banalidades. 

9.8.10

Hungry


Estou com fome de amor.  A tua carne sacia-me e o teu amor enche-me o físico e o psíquico com prazer. Deixa-me provar-te e beber a tua alma.

7.8.10

Jealousy

Está me apetecer o belo de um cigarro para queimar com 
os revoltosos ciúmes que se albergaram no meu peito. É fudido.

6.8.10

Phonecall

Call me and say your bed had miss my body and you had miss my love.
 I'll be there in a minute. Then we will break and share our longing.

5.8.10

Horóscopo


Uso o horóscopo com prudência. Sei que é extremamente improvável que sejam verdadeiros, mas sigo-os, para a eventualidade de o serem. É estranho. Tecnicamente incerto. Racionalmente não lógico. Cientificamente não cientifico. Credível só para quem quer. Já houve tempos que houve coincidências. Mas a mim ninguém me faz querer que é as órbitas dos astros que ditam o sucesso ou o inverso do meu hardware ou software humano. Até lá, continuo a comprar a revista e a passar os olhos pelas ditas colunas.

3.8.10

My pilow

Guardas muitos dos meus imensos segredos. Secaste-me as lágrimas. Sofreste apertos, descargas de fúrias e emoções. Suportaste todo o tipo e espécie de comportamentos meus. Agora dou-te vida. Já perdeste a classificação de objecto inanimado. Estás na vertical, paralela ao meu corpo. Encosto-me a ti. Desenho em ti formas humanas de quem eu queria ao meu lado. Pouso a minha mão por cima da fronha que ganhou as linhas do peito dele. Pinto em ti o sorriso e os olhos castanho intenso que procuro. Hoje deixaste de ser aquilo para seres aquele. Deixaste de ser almofada para seres o outro alguém. Hoje, vestiste de algo que não és para eu adormecer sob o peito dele, sem que a saudade vertiginosa amaldiçoasse-me o sono. Por outra vez.