26.7.10

For a long while

Não tenho ou não devia de dizer nada. Explicar ou muito menos justificar nada. A ninguém. Pegar no meu amor e naquilo que me mata e ir-me. Ir até onde o coração se destina-se. Pisar e marcar a estrada com e por aquilo que me move. Até a esse destino, lugar, ao teu peito.  E chegar lá. Abraçar-te com um abraço demorado e dar-te um beijo por um prolongado enquanto. Constatar que cansaço físico é menor que o cansaço interior, cansaço de lutar contra aquilo que me mata. Quebra-me o fôlego. Mata a saudade que me consome.

by my side

"Nem me vou lembrar do tempo em que estiver longe de ti porque já não existo, não sinto, não sou nada quando não estás ao meu lado."  Margarida Rebelo Pinto

22.7.10

caralho, quero-te!

Desnorteei. Sou capaz de descobrir um insulto em cada gesto teu. Sou capaz de encontrar amor em cada asneira minha. Sou capaz de desvendar sedução em cada manejar dos corpos. 
Isolo-me e só me exaspero à distância. Gritar ai o que grito aqui, o que o meu amor grita daqui para tentar chegar ai, mas não chega. Sentir por ai o que mais se venera por aqui. Ouvir desse lado o que deste já se canta de cor. Dormir nessa cama à qual na que durmo imagina-se como essa. Sentir-te daí, bem de perto do meu aqui. Quebrar com a distância. Acabar com as palavras "ai" e "daqui".
É o que quero.

21.7.10

Enjoy and share your moments

A vida é cheia de momentos, partilha-os descrevendo-os numa frase. Aceita o desafio!

Melhor momento: 
Quando soube o que era o amor.
Pior Momento:
Há dois anos, quando soube que estava doente.
Momento mais aventureiro:
29 de Março 09, quando entrei em casa do meu (ex) namorado pela janela, com o pai dele e a empregada dentro de casa.
Momento que odiaste mas que agora riste dele: 
Mês passado, quando levei um "apalpão" no rabo de um rapaz (bonito) bêbado enquanto assistia a um concerto. 
Momento Inesquecível:
Ainda está para vir.
Momento mais embaraçoso:
Quando tive a bela da ideia de fazer uma greve na escola e metade do colégio participou, e levei com a direcção em cima.

Convido todos os meus seguidores a partilharem também e a passarem a quem gostarem.

20.7.10

Credibilidade zero

Apesar da determinação que definia o impulso feito daquele gesto, sentia vergonha de mim, apenas e só de mim. O acto de bater com a cabeça na parede para acordar, despertar ou gritar para a vida, e já feito por diversas vezes, já não resultara. Não comigo. Não com a teimosia dos meus impulsos. É saber as consequências que se destinam, desagradáveis por si mesmas, e do mesmo modo, reagir e dar sangue ao instinto. É cair na estúpida tentação e quebrar com aquilo que se dizia por certo. Depois, depois é voltar a dar de caras com aquelas consequências que já se conhece. Pior. Que já se sabia que era provável de voltar a sofrer. 
Aprendo com os meus erros, mas dou-lhes credibilidade zero!

18.7.10

Without light


Desliguei as luzes e deixei-me ficar por momentos, hesitante, às escuras. Inclinei-me, e repousei a cabeça sobre os joelhos. Fechei os olhos e obriguei-me a enfrentar a questão. Com a tão prolonga inércia de luz, só assim é que as coisas se aspergem-se dos meus pés à cabeça, só assim é que as coisas se derramam com clareza de encontrar respostas perdidas. Sussurrando ruidosamente oiço o meu  sangue a passar nas curvas apertadas do meu coração, despertando-o em batidas aceleradas. Debatera-me com a dúvida durante todos os santos dias, ficara-me no íntimo, firmemente agarrada como ervas daninhas. Uma só partícula de cepticismo e ressentimento alcançou-me em tamanhas proporções. De onde vinha a dúvida, se não de uma imaginação cansada pelo tempo? De onde vinha a curiosidade, de querer saber de ti, que me espicaça desassossegadamente? Conformo-me que deves continuar na tua vida desleixada, aguda e inconfundível.E assim os tremores diminuíram, a enorme ansiedade passou-me. Nada. Nada. Nada. Ele é me indiferente. Protesta o meu íntimo.
Sem luz a cabeça perde-se nas suas próprias manhas.

13.7.10

Refresh of memories


Deixei-me cair na cadeira e olhava fixamente o vazio. O corpo desajustado tentava-se encaixar entre as formas do encosto e do assento. Cruzei os braços frente ao peito. Tinha o ar abstraído, vagamente atónito. Um olhar desconcertante. Perdi as minhas coordenadas. O corpo estava ali, mas a minha mente viajava.
Com fugaz sentido de superioridade elevei-me até ao ridículo ponto auge dos meus pensamentos, e então com a mesma rapidez, senti-me uma idiota. A mente, consciente ou subconsiente, censurava-me ao mesmo tempo que invocava imagens que pareciam ter um registo permanente. Pressentia a voz (dele) a denunciar cada traço daquela nitidez perfeita.
O córtex cerebral ressuscitava mortos. Ardia com desejo ansiosamente por toda aquela nitidez das memórias. O desespero alojou-se na minha garganta. Lutei comigo contra mim mesma. Era todo o meu ecossistema fora dos eixos. 
A mente venceu. Foi a conquista recente da liberdade das memórias do passado.

8.7.10

Need

 
My heart takes time to be care, my heart needs your time.

My body needs some drug to wake up, my body needs your touch.

7.7.10

Contraveneno

Tu, a quem o meu cérebro fala, a quem o meu coração ama, por quem os meus pulmões respiram e a quem o meu corpo anseia. Dominaste o meu ser. Em relatórios ou prognósticos medicinais perderam-se as moléstias para dar nome ao que padeço. Nas receitas médicas estão descritos antídotos errados. E eu sei que nenhum deles cura, trata ou apazigua o meu amor por ti.
 

2.7.10

Sleep

Ao passar os minutos, a dor de cabeça tem vindo a subir de nível de estragos físicos e psíquicos. 
Tenho horas de sono em atraso, por tua culpa ou minha, sinceramente nem sei. Agora deve ser teu hábito ou rotina vires para dentro da minha cabeça, presenteares as minhas noites com verdadeiras histórias diabólicas de pesadelos demasiados perfeitos. E todas essas vezes o ar escasseia, a força enfraquece e rebento num grito de aflição. Então abro os olhos, vejo que estou sentada e que a minha pulsação daria cabo de um aparelho medidor de tensão. E a escuridão que me refugia é o espelho da minha alma, com estado vazio e assombrado.
Não venhas mais dormir para dentro da minha cabeça, vem para dentro da minha cama dormir sob o meu toque.