29.6.10

Meia dúzia de Minutos


A hesitação vibrou por tantas vezes nos meus dedos.  
Precipitei-me e cedi ao meu impulso.
(...)
Fechei os olhos mas a alma não se fechou e ia mostrando ao mundo da minha cabeça, mais uma vez, memórias passadas como um disco riscado. Estiquei o corpo na larga cama e o coração ia-se contraindo descontroladamente.
Engolia em seco. Suava. Diluía-me em ansiedade pela espera.
Era uma lista incontável de perguntas que queria respostas tuas, mas nenhuma delas te questionei.
Falámos de tudo e especialmente de nada em meia dúzia de minutos.
Depois deixaste-me vítima do teu amor estéril à tona da tua indiferença.

28.6.10

Asteriscos Incorrectos

É querer e tentar dizer-te o que o meu eu nem sabe a que se trata.
E assim, só tenho para te dar apenas asteriscos que completam a nossa conversa, nunca alguma vez conversada. Não consigo fomentar correctas frases. Nem sei realmente qual é o assunto porque te escrevo. 
Sinto necessidade do (teu) perigo. Algo me angustia por ti, mas o quê, é pergunta sem resposta. O teu espaço está me nítido. As tuas feições faciais mudaram, fruto do crescimento da tua criatura humana. Já não te reconheço,  e é exageradamente verdade.
Estranho, muito até. Não te devia ter voltado a escrever. É injusto para a outra criatura, mas perdi por aí os conceitos de certo e errado.


 

26.6.10

Soulmates ?

Aqui, no mundo que me chama, a mim e a outras tantas 6,5 mil milhões de criaturas, vivo.
No acto de viver, amo. 
Quem me diz, que no meio de tanta alma espalhada pelos cantos das esquinas deste mundo, não está para lá desses longínquos lados, a alma que me completa?
De feições estreitas, lineares, amareladas ou mesmo de cor escura. Olhos negros profundos, azuis cristalinos ou castanhos em bico. Boca bege vincada, vermelha carnuda, rosada simétrica.
6,5 Mil milhões de formas e complexidades mas apenas uma me preenche.
Aqui as criaturas não procuram o amor para lá das linhas que definem o território. Não se vê misturas, não se vê contrastes. Alma portuguesa encontra na mesma esquina alma portuguesa.
E eu, não fujo ao que escrevo. 
                                                                                                                                                 Amo-te FM
                                                                                                                                              
   

25.6.10

Nos teus braços




Though I'm a little scared
That all the times we shared
Almost too perfect to ever last

And when I'm lying here
And you are holding me
I know the fear in me will pass

Hold me

Hold me in your arms
'Cause I'm falling
Hold me in your arms
While we're sleeping
Hold me, hold me
Hold me in your arms


                       Pixie Lott

24.6.10

Online

Vacilei.
A minha coluna vertebral sofreu um forte arrepio. Apareceste num jeito repentino. Pensei sempre que me fosses inatingível.  
Naquele instante do sufoco de alma o meu coração gritou num aperto desesperante. A cada batimento cardieco irregular surgia a inquietação que rompia por todos os poros.
Se te manifestasses com um gesto, palavra, ficaria logo ali, deitada naquele chão, morta pelo irrespirável sufoco.
Mas como é hábito da monotonia, não te revelaste, e foi o melhor.

22.6.10

Volto aí, são meros escassos segundos, mas volto aí. 
Há dias que é inevitável e apareço por aí, para me sentir mais desse lado distante e paralelo.
Tropeço pelas escadas que são a artéria da casa e que me levam aí. (Sinto o sangue repleto de adrenalina em busca de todas as minhas feições corporais.) Vagueio aí por essas salas que as paredes não conhecem os raios do quente sol que abafa lá fora.
E aí estão corpos entrelaçados, vítimas de desejo amoroso, trocando gestos definindo o corpo de um e do outro.
Vou aí, porque venero esse lugar.

21.6.10

Um obrigado sincero à Neuza, Joana S, Joana Carvalho e Ana Luísa. <3

1- O que significa Amar para mim:
É muito mais que a definição que aparece no dicionário.

2- Retribuo:

Pensamento Infinito: http://pensamentoinfinito.blogspot.com/

3- Comentar o criador do selo: 
Missão cumprida, com amor!

Orgulho

Nós, milhões de portugueses, estamos ali naquelas perninhas!
Queremos sair do sofá como hoje! Queremos estes momentos até ao fim.
Vocês são orgulho! Força Selecção!

20.6.10


Disse tudo aquilo de boca para fora e soltei umas gargalhadas, tal como eles, para não se perceber e até para convencer o meu coração.
Ria com eles, apesar da dor que o riso me provocava.
A respiração já não fluia com naturalidade, aquele ambiente hipócrita sufocava-me. Respirava ironias e expirava mentiras.
Detestei-me pelo modo como fiquei com o coração aos saltos.


18.6.10

Your Fuck Pretty Faces

Não, não me digam que não sou capaz de fazer aquilo ou o outro.

Não me fintem com olhares e ironias diabólicas.

Vá, não me testem nem me tentem, porque sou capaz de fazer isso e enfeitar-vos!
Sou capaz de vos surpreender com atitudes descaradas às quais vocês puseram o rótulo de incapacitadas para a minha pessoa.
Com isto, delineio no vosso patético rosto, precisamente nos lábios que soltaram essas iras, um “O” perfeito e inesperado e passam de patéticos a “Fuck pretty faces” e a olhares admirados deslumbrantes.
Não duvidem que ficarão grandes palhaços meus amores, e que vocês são lindos de todas a maneiras, mas principalmente desta.

16.6.10

 

"Detestava-se e perdia a paciência com ele. Tinha de afrouxar os laços entre ambos. Caso contrário, como poderia respirar? Meditava vezes sem conta de forma a pôr fim àquele disparate, àquela necessidade que sentia dele, àquele doloroso impulso competitivo; o secreto rancor que lhe guardava dentro daquele outro segredo aberto que era o romance de ambos."

Intuição, Allegra Goodman

6.6.10

One day, I call you my boyfriend

Perdi-me no tempo, e já nem sei quando comecei a pedir-te para vires ter comigo, ter à minha cama e quebrares com a solidão que se vivia nela.
Tens sempre cumprido a tua promessa vindo sempre.
Na tua vinda tens sempre trazido amor contigo e eu (já) não estava habituada a sentir-me assim, amada.
A maneira como me olhas, intensamente, sem nunca dizeres nada deixando que o teu olhar roubasse as palavras e disse-se me tudo, desabotoando num perfeito sorriso. Esta forma delicadamente simples enche-me por completo a alma.
Continua a vir ter comigo amor, continua a amar-me, porque eu ficarei contigo na minha cama que agora é nossa a amar-te.

Também esta carta tem uma despedida

Por muito que se rasure, escrevinhe, trace, e escreva numa carta haverá sempre algo que ficará “para sempre” para dizer.
Contigo e para ti as minhas palavras chegaram ao fim, já não há nada para dizer porque escolheste assim, escolhi eu assim, destinou-se a nós assim.
Como todas as cartas também esta têm um fim.
Um ano e três meses, tudo se guarda nesta definição de tempo, por sinal muito tempo até.
Uma carta que escrevi eternamente, mas que o eterno não existe, sobre um amor incondicional que se pôs a muitas condições, para alguém que sabia que lhe escrevia mas que não lia, mas que agora acabo com a minha despedida.
Foram todas as letras escritas com amor,
Marie

2.6.10

“O mentiroso faz dois esforços: mentir e segurar a mentira.” Jorge Camora

Mentir ao coração e à cabeça é como anestesiar um cancro crónico, a dor é apenas advertida continuando o mal entranhado nas células. A forma verbal “amar-te” ainda se acentua no meu coração, e não há prazer ou droga que o detenha.