15.3.10

"o que deixaste morrer"

      Ficou tanta coisa por se fazer e muitas mais por se dizer.
      Deixou-se perdido pelo tempo tudo o que um dia alcançamos juntos.
      Foram seis meses de intimidade, outros seis de ingénua espera por ti. Foi um ano de uma vida.
      Lamento ter sido apenas para ti água que alimentava a tua sede sexual.
      Fui-me habituando ao passar do tempo e assim foste ganhando outra posição, ou mesma outra importância, na minha vida. E agora, a minha nova realidade não inclui a tua podridão humana.
      Não desisti da vida, desisti do amor. Se para ti o amor é vida, para mim amar-te foi desperdício dela.
      Jurar-te-ia que não encontrarás ninguém que te ame tanto como eu cegamente o fiz, mas não o faço porque acho que perdeste o conceito de juras e promessas.
      Agora é tarde para arrependimentos. A fadiga e o cansaço de uma luta em vão tomaram conta de mim. Agora já nada salva o que deixaste morrer. Qualquer sentimento teu é inválido nesta história.
      História essa que está a chegar ao fim.

3 comentários:

  1. é bom saber isso, mas é pena talvez estejas a passar o mesmo que eu. dói/:

    olha, quanto a este texto, está muito bom,"Jurar-te-ia que não encontrarás ninguém que te ame tanto como eu cegamente o fiz, mas não o faço porque acho que perdeste o conceito de juras e promessas."adorei

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  2. Puff *
    -Sem dúvida DIVINAL.
    Estão aqui frases tão lindas, MeuBem :)

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  3. fica sempre algo por dizer.
    obrigada *
    escreves duma forma profunda :)

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